Revista Febre
Uma revista multimídia sobre o sonho — e o custo — de viver do futebol no Brasil.

Desafio
A edição-piloto da Revista Febre, intitulada “Marcados pela bola”, partiu de uma pergunta que atravessa o futebol brasileiro: qual é a distância entre o sonho de se tornar jogador profissional e as condições reais de quem tenta percorrê-la? O projeto buscou contar essa trajetória a partir de personagens em diferentes momentos da relação com o esporte, da infância e das primeiras tentativas de formação até carreiras consolidadas e a vida depois dos gramados.
Como projeto de conclusão do curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco, o desafio também era formal. Em vez de entregar apenas uma reportagem ou publicação convencional, a proposta foi construir uma revista digital multimídia capaz de reunir texto, fotografia, áudio, vídeo e projeto gráfico em uma mesma experiência editorial.
Solução
A revista foi construída como uma narrativa multimídia centrada em histórias humanas. Entre os personagens estão jovens ainda perseguindo a oportunidade de entrar no futebol profissional, atletas em atividade e nomes experientes que ajudam a revelar as diferentes etapas, expectativas e frustrações desse percurso. A edição inclui, entre outros conteúdos, a história de Gabriel, então com 12 anos, e uma conversa em áudio com Edu Gaspar.
Assumi a maior parte da execução editorial e multimídia do projeto: apuração, reportagens, textos, fotografia e edição de imagens, produção e edição de vídeo e áudio e o projeto gráfico da revista. Colaboradores participaram de elementos específicos — memória, fotografia de capa, ilustrações e webdesign — permitindo que a publicação combinasse diferentes linguagens sem perder unidade editorial.
Resultado
O resultado foi uma edição digital experimental que transformou um trabalho de conclusão de curso em um projeto editorial próprio, articulando jornalismo esportivo e narrativa multimídia em torno de um tema social ligado ao futebol brasileiro. O projeto recebeu avaliação acadêmica de destaque e permaneceu publicado como Revista Febre.
Na minha trajetória, a Febre é um ponto de origem importante: já reunia, em 2017, jornalismo, esporte, design, fotografia, vídeo, áudio e experimentação digital. Competências que naquele momento apareciam dentro de uma revista multimídia voltariam, anos depois, em projetos de dados, produtos de informação e plataformas esportivas mais complexas.
Meu papel
Fui responsável por fotografia e edição de imagens, produção e edição de vídeos e áudios, reportagens, textos e projeto gráfico da edição-piloto “Marcados pela bola”. O projeto contou também com colaboradores responsáveis por memória, foto de capa, ilustrações e webdesign.
Eixos da reportagem
Narrativa multimídia
Texto, fotografia, vídeo e áudio foram combinados em uma única experiência editorial digital.
Histórias de diferentes gerações
A edição acompanha personagens em diferentes etapas da relação com o futebol, dos primeiros sonhos à experiência profissional.
Projeto gráfico autoral
A identidade e o sistema gráfico foram desenvolvidos especificamente para organizar as diferentes linguagens da revista.
Futebol e contexto social
O sonho da carreira profissional funciona como ponto de partida para discutir oportunidades, dificuldades e trajetórias no futebol brasileiro.
